• Stella Apostolopoulos

Será que realmente é importante realizar atividade física?


Nesses últimos dias ouvi de alguns pacientes essa pergunta que me deixou de certa forma um pouco preocupada. O que mais me chamou a atenção, foi que a questão não veio de pessoas de pouco estudo ou com acesso limitado a informações a respeito deste tema. Ao conversar a respeito, percebi que muita gente acredita que por estarem saudáveis e por estarem com o peso certo, não necessitem praticar atividade física - O que é um grande erro!!

SIM, PRECISAMOS SEMPRE PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA!

A necessidade de realizar atividade física não está relacionada com estarmos obesos ou não, de “querermos ficar mais fortes”, de não precisarmos pois não sentimos dores ou não termos problemas de saúde. A atividade física é uma prática preventiva e prazerosa da manutenção de nossa saúde física, mental e social.

A prática de atividade física regular nos traz benefícios em todas as idades, desde o estímulo ao crescimento e desenvolvimento ósseo nas crianças e adolescentes ao incremento e manutenção da massa óssea e muscular nos adultos e idosos. Além disso, induz a várias adaptações fisiológicas e psicológicas, levando a prevenção da obesidade, a um aumento da sensibilidade à insulina, a melhora do perfil lipídico, a diminuição da pressão arterial, e ao desenvolvimento da socialização e da capacidade de trabalhar em equipe.

Infelizmente, as medidas públicas e culturais brasileiras não incentivam nem valorizam a pratica esportiva o quanto deveriam. O esporte, além dos benefícios fisiológicos e psicológicos, também atenua e corrige problemas sociais como a violência, o desrespeito, a marginalização, a evasão escolar, a indisciplina, ensinando os indivíduos a obedecerem às regras e respeitar a vida em sociedade.

Tendo isso em mente, descreverei aqui brevemente as melhoras comprovadas da prática da atividade física aos praticantes:

A atividade física regular melhora a pressão arterial de repouso, especialmente nos casos de hipertensão arterial de grau leve a moderado. Dessa forma, por meio do treinamento físico, é possível que um paciente hipertenso possa diminuir a dosagem dos seus medicamentos anti-hipertensivos ou mesmo ter sua pressão arterial controlada sem a adoção de medidas farmacológicas.

Assim, pode-se afirmar que a PRÁTICA REGULAR DE ATIVIDADE FÍSICA MELHORA SIGNIFICATIVAMENTE A QUALIDADE DE VIDA!!!

ESPECIAL EM IDOSOS

O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos. Mantendo-se um estilo de vida ativo e saudável, podem se retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem com a idade.

A maioria das evidências mostra que o melhor modo de otimizar e promover a saúde no idoso é prevenir seus problemas médicos mais frequentes. Estas intervenções devem ser direcionadas em especial à prevenção das doenças cardiovasculares (DCV), consideradas a principal causa de morte nessa faixa etária. Por outro lado, o sedentarismo, a incapacidade e a dependência são as maiores adversidades da saúde associadas ao envelhecimento

Testes físicos e neuropsicológicos realizados antes e após seis meses demonstraram que o grupo praticante de atividade física apresentou aumento da capacidade funcional, melhora em funções cognitivas e da memória - exercício ativa cascatas moleculares e celulares que mantém a plasticidade do cérebro, promove a vascularização do cérebro, a neurogênese, assim como mudanças funcionais na estrutura neuronal.

(Nobrega, ACL.; Freitas, EV.; et al, 1999)

PRINCIPAL IMPORTÂNCIA COM O PASSAR DA IDADE:

1. Manter e/ou melhorar a densidade mineral óssea:

  • Prevenir a perda de massa óssea (promove maior fixação do cálcio nos ossos, auxiliando na prevenção e no tratamento da osteoporose).

  • Não deve ser considerado como um substituto da terapia de reposição hormonal ou medicamentoso.

  • Particularmente os exercícios de resistência - os que se sustenta o próprio peso e exercícios de força.

2. Melhora a força, a massa muscular e a flexibilidade articular:

  • Notadamente, em indivíduos acima de 50 anos

  • Melhora do equilíbrio e da flexibilidade, com a consequente diminuição da incidência de quedas, fraturas e suas complicações

  • Melhora da osteoartrose: a musculatura mais forte protege as articulações diminuindo a dor, principalmente associado com perda de peso.

  • Tem sido preconizada, também, para outras doenças neurológicas, como esclerose múltipla, Parkinson e doença de Alzheimer.

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ESPECIAL EM CRIANÇAS

A densidade mineral óssea atinge cerca de 90% do seu pico no final da segunda década. Fatores endógenos (genética, raça, aumento dos hormônios anabólicos associados à puberdade) e exógenos ou ambientais (nutricionais, com bom aporte de cálcio e o exercício) participam desse processo.

Durante a atividade física, a contração muscular promove um aumento da mineralização óssea independentemente do sexo e da idade, e é mais importante e efetivo durante o período da puberdade.

OBS: a atividade física realizada de forma imprópria (atletas de elite submetidos a treinamento intensivo e restrição alimentar), em desacordo com a idade, com o desenvolvimento motor e com o estado de saúde, apresenta riscos de lesões como trauma, osteocondrose fratura e disfunção menstrual.

REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS:

Rondon MUPB, Brum PC - Rev Bras Hipertens vol 10(2): abril/junho de 2003 - Exercício físico como tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial

Rev Bras Med Esporte _ Vol. 11, Nº 3 – Mai/Jun, 2005

MELLO, MT.; BOSCOLO, RA; ESTEVES, AM.; TUFIK, S. O exercício físico e os aspectos psicobiológicos. Rev Bras Med Esporte [online]. 2005, vol.11, n.3, pp.203-207. ISSN 1517-8692. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922005000300010.

Oliveira, PFA.; Dutra, MT.; et al. A importância do esporte como política pública no Brasil EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 16, Nº 162, Noviembre de 2011

Nobrega, ACL.; Freitas, EV.; et al - Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: atividade física e saúde no idoso Rev Bras Med Esporte vol.5 no.6 Niterói Nov./Dec. 1999

Alves, C.; Lima, R. V. B - Impacto da atividade física e esportes sobre o crescimento e puberdade de crianças e adolescentes – Artigo de revisão. Rev Paul Pediatr 2008;26(4):383-91.

GONCALVES, M.P.; TOMAZ, C.; SANGOI, C. Considerações sobre envelhecimento, memoria e atividade física. R. bras. Ci e Mov. 2006; 14(1): 101-108.

FONTES DE IMAGENS:

http://www.dacelulaaosistema.uff.br/?tag=sistema-respiratorio

https://www.listadecuriosidades.com.br/saude/12-curiosidades-sobre-o-coracao-humano/

http://www.endocrinologynetwork.com/diabetes-complications/low-testosterone-diabetic-men-linked-advanced-markers-cardiovascular-disease

http://www.lonji.com.br/sistemas.php?id=4

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