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Sobrepeso e obesidade

Atualizado: Fev 1


Ao longo das últimas décadas, a obesidade tem-se destacado entre os maiores problemas de saúde pública, tendo sua prevalência afetado pessoas em todo o mundo, particularmente o crescimento em crianças e adolescentes.

A obesidade pode ser entendida como uma doença crônica influenciada por fatores genéticos, metabólicos e fisiológicos; no entanto, é também determinada por fatores ambientais, psicológicos e comportamentais; condição que resulta em acúmulo de tecido adiposo ou de reserva devido a alterações no balanço energético (quando se consome mais calorias do que se gasta).

De acordo com o Ministério da Saúde, através de pesquisas realizadas pela VIGITEL de 2006 a 2016, atualmente mais da metade da população brasileira está acima do peso.

A Organização Mundial da Saúde sugere que as condições de sobrepeso e obesidade, para adultos acima de 18 anos, sejam definidas por um Índice de Massa Corporal (IMC).

O cálculo do IMC é método simples de avaliação do estado nutricional, que utiliza somente altura e peso, servindo de referência para pesquisas. Além desse método, o nutricionista dispõe de diversas formas de avaliação, nas quais é possível detectar percentuais de massa gorda e magra.

A obesidade é caracterizada por uma inflamação crônica, na qual as células de gordura aumentam de tamanho, deixam de realizar suas funções normais e passam a secretar diversas substâncias inflamatórias que prejudicam o organismo e colaboram para o aparecimento de doenças associadas como, por exemplo, diabetes tipo 2, esteatose hepática, aterosclerose, doenças imunológicas, câncer, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Antigamente, na idade da pedra, o homem passava por períodos de fartura de alimentos e períodos de escassez. Para garantir a sobrevivência da espécie, o organismo armazenava toda a energia excedente e utilizava nos períodos difíceis. Atualmente não passamos por restrição de alimentos, mas o nosso organismo se comporta da mesma maneira devido à “memória celular”, sendo assim, tende a acumular energia em forma de gordura, resultando em sobrepeso e obesidade.

No geral, esse acúmulo de gordura ocorre de forma diferente nos homens e mulheres. Os homens tendem a acumular a gordura abdominal (visceral), pois essa gordura é facilmente “quebrada”, em situações de emergência, como acontecia nos tempos da caverna, para que o homem pudesse tomar uma atitude rápida diante do perigo, já que nessa época o homem era responsável pela caça. Já as mulheres, tendem a acumular gordura nas regiões dos quadris e mamas, para a procriação, garantindo a manutenção de nossa espécie. Essa gordura é dificilmente “quebrada” e fica localizada logo abaixo da pele (subcutânea).

Diante dessa situação alarmante, reuni algumas dicas de saúde que auxiliam no processo de emagrecimento:

  • Realize atividade física:

A atividade física é extremamente importante, auxilia na perda de peso e na saúde em geral. Para quem ainda não iniciou, experimente fazer caminhadas leves, duas vezes por semana e seguir aumentando gradativamente a frequência e intensidade. Com isso, ocorrerá um aumento da disposição, energia e bom humor.

  • Tenha uma boa noite de sono:

Um bom sono ininterrupto traz muitos benefícios. É durante o sono que ocorre o equilíbrio de diversos hormônios, por exemplo os hormônios que regulam o apetite. A obesidade está diretamente relacionada com a falta de sono. Além disso, falta de sono prejudica a memória e pode causar depressão.

  • Mantenha uma boa hidratação:

A água é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo.

  • Aumente o consumo de frutas, legumes e verduras:

Isso garante maior oferta de fibras e micronutrientes, que contribuirão para uma alimentação saudável e para o processo de emagrecimento.

Para um plano alimentar individualizado, de acordo com sua rotina e necessidades, consulte um nutricionista.

Referências Bibliográficas:

SANTOS, I. et al. Nutrição: clínica, esportiva, saúde coletiva e gestão de qualidade em serviços de alimentação. São Paulo, 2015.

Obesidade e Adipocinas Inflamatórias: Implicações Práticas para a Prescrição de Exercício. Disponível em: (http://www.scielo.br/pdf/rbme/v15n5/12.pdf). Acesso em: 05 fev. 2018.

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